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26/02/09

Recuperação pós-parto

Os primeiros dias com o bebé são caóticos para as novas mães. Um recém-nascido dá uma volta tão grande numa casa que até os horários se alteram. Não imagina as vezes que irá tomar o pequeno-almoço à hora de almoço, só conseguir tirar o roupão a meio da tarde e jantar depois da meia-noite. Pode parecer um exagero, mas é assim. As semanas a seguir ao parto voam dando o peito ao bebé, retirando e colocando fraldas, dando-lhe banho e consolando-o. O choro do bebé aparece a qualquer momento e a mãe correrá para o acalmar. As noites são passadas mais em pé do que deitada. O cansaço acumula-se.

Além disso, durante estes dias podem surgir alguns sintomas de mal-estar: o peito aumenta de tamanho e pesa muito mais; dói a coluna, em especial a zona lombar; o ventre também pode doer; e no períneo, no útero ou na barriga ficaram feridas para cicatrizar.
O organismo feminino necessita de pelo menos umas seis semanas para se recuperar do parto ou da cesariana e recuperar a energia.Regra geral, passadas umas três semanas, terão cessado as hemorragias vaginais. E passados 10 ou 12 dias a maioria das feridas do períneo, do colo do útero ou da vagina terão cicatrizado. Ainda que não exista uma norma, se são muito grandes ou profundas, demorarão um pouco mais.Passadas oito semanas, o metabolismo terá concluído a transição de um estado de gravidez normal. Isto pressupõe que terão diminuído as hormonas da gestação, sobretudo os estrogenos (no seu lugar o organismo está segregando prolactina, uma hormona que intervém na produção do leite).
Tambem terão desaparecido do sangue materno as hormonas da felicidade e anti-stress (endorfinas), substâncias que ajudaram a suportar os tremendos esforços do parto e muitas vezes durante muitas horas.Mas estas alterações hormonais têm estado a produzir uma grande revolução psíquica e são culpadas dos terríveis altos e baixos emocionais que a mãe sente neste período.

Além do apoio do companheiro, uma das coisas que mais a podem ajudar é ocupar-se da sua imagem estética. Os primeiros exercícios físicos devem fazer-se no hospital ou na clínica. No curso de preparação para o parto, certamente terão aconselhado a realizar movimentos rotativos com os pés e com os braços (melhoram a circulação sanguínea) e uma série de exercícios específicos para reabilitar o períneo, em casa, podemos e devemos ocupar-nos do flácido abdómen, e de cuidar da nossa coluna. O tempo que dedicamos a fazer exercício vai-nos distrair e ajudar a que nos sintamos bem com esse desconhecido que é agora o nosso corpo.
Mas não se preocupe. Com o tempo tudo vai ao lugar. Afinal, demoramos 9 meses até chegarmos ao final da gravidez. Agora não podemos esperar voltar ao normal em apenas 9 dias ou 9 semanas.

Uma grande ajuda são os cursos de recuperação pós-parto. Além de a ajudarem fisicamente, poderá sair de casa, apanhar ar e conviver com outras pessoas que estão a passar exactamente pelo mesmo.

25/02/09

Boa forma

Quando engravidamos somos de imediato colocadas perante um dilema: por um lado queremos manter a boa-forma física num período onde sabemos que vamos obrigatoriamente ganhar alguns quilos, por outro temos medo que qualquer actividade possa prejudicar o nosso bebé.
Assim, toda esta questão se resume ao bom senso e à moderação.

Se a grávida já praticava exercício físico regularmente antes da gravidez poderá continuar. Já uma grávida que só se lembra de começar a uma actividade física depois de estar grávida deverá ter muito mais cuidado.

O que acontece no meu corpo?
A gravidez provoca na mulher várias alterações fisiológicas e psicológicas. A modificação corporal básica que ocorra na gravidez é o aumento uterino. Até, por volta da 10ª semana, o útero ainda está restrito à cavidade pélvica, mas a partir daí, seu aumento se evidencia sobre a parede abdominal. Durante a gravidez ocorre a expansão torácica, pelo relaxamento dos ligamentos intercostais e ascensão do diafragma pelo crescimento uterino, que resulta no aumento da capacidade inspiratória, no decorrer da gravidez, em até cerca de 300 ml. Modificações no nível de ventilação por minuto estão relacionadas a um aumento do volume corrente e da frequência respiratória.
Nos últimos meses de gravidez, as mulheres tendem a projectar os ombros para a frente, arqueando mais que o normal a curva das costas, para encontrar um equilíbrio postural. Podem aparecer, assim, dores nas costas, pelo excessivo esforço das fáscias musculares, sendo, portanto, um factor negativo ficar por longo tempo em pé em posição fixa, ou carregar pesos.
As articulações dos joelhos e dos tornozelos tornam-se menos estáveis e as da coluna vertebral e do quadril alcançam uma mobilidade que, apesar de modesta, expõe a musculatura dessas regiões a maior tensão.

Que exercícios fazer?
Os exercícios para a gestante deveriam incluir a combinação de actividades aeróbias envolvendo grandes grupos musculares e actividades que desenvolvessem a força de determinados músculos. Normalmente, acredita-se que uma musculatura abdominal forte possa ajudar no processo de expulsão da criança. A força muscular dos membros superiores é também muito importante para carregar o bebé depois do nascimento.
Nas prescrições iniciais de exercício aeróbio deveriam ser incluídas, no mínimo, três sessões semanais, com dias intercalados de exercício, cada uma com duração de 30 a 45 minutos. A intensidade de exercícios empregadas deve manter uma média estável da frequência cardíaca numa faixa de 130 a 150 batimentos por minuto. Actividades onde existam contato físico e chances de queda são desaconselhados.

Hidroginástica, caminhada e ioga são as actividades mais recomendadas.
Uma ajuda no parto
A actividade física ao longo da gravidez pode ser uma ajuda preciosa no parto uma vez que:
- melhora na circulação sanguínea;
- ampliação do equilíbrio muscular;
- redução do inchaço;
- alivio nos desconfortos intestinais;
- diminuição de caimbras nas pernas;
- fortalecimento da musculatura abdominal;
- facilidade na recuperação pós-parto.